PIB avança 0,2% no 2º trimestre de 2017, diz IBGE

sergio 1 de setembro de 2017 0

A economia brasileira cresceu 0,2% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1º). Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,639 trilhão.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. No primeiro trimestre, a economia avançou 1,0%, interrompendo uma sequência de dois anos de PIB negativo.

Frente ao segundo trimestre de 2016, o PIB cresceu 0,3%. Foi a primeira alta após 12 trimestres seguidos de queda. A última vez que a taxa ficou positiva nesta base de comparação foi no primeiro trimestre de 2014, quando cresceu 3,5%.

“É uma variação positiva. A gente nem chama de crescimento. Apontamos crescimento quando é superior a 0,5%”, ponderou coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Pali. “A gente vai ver que estamos num ciclo ascendente da economia. Mas ainda não dá para chamar de recuperação”, acrescentou.

Rebeca destacou que, observando a taxa acumulada nos últimos quatro trimestres, é possível perceber que a retração da economia atingiu seu ponto mais baixo da série histórica no 2º trimestre do ano passado. “Desde então ela está crescendo”, disse.

Já no acumulado de quatro trimestres, o PIB caiu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

No primeiro semestre de 2017, o PIB apresentou variação nula (0,0%) em relação ao primeiro semestre de 2016, após uma queda de 2,7% no segundo semestre de 2016.

Setor de serviços sobe e indústria recua

Pelo lado da oferta, a indústria recuou 0,5% frente ao primeiro trimestre, após ter subido 0,7% no trimestre anterior. O destaque negativo foi a queda de 2,0% na construção e de 1,3% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana. Já a indústria extrativa mineral subiu 0,4%, enquanto a de transformação avançou 0,1%.

O setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB, cresceu 0,6% e deu a maior contribuição para o resultado, destaca a coordenadora do IBGE. Destacou-se a alta do comércio (1,9%), que segundo Rebeca “foi beneficiado pelo aumento do consumo das famílias”.

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Também se destacaram as atividades imobiliárias e outros serviços (0,8%) e atividade de transporte, armazenagem e correio (0,6%). Os serviços de informação caíram 2,0% e as atividades de administração, saúde e educação pública (-0,3%) e de intermediação financeira e seguros (-0,2%) tiveram variações negativas.

Contudo, na comparação com o mesmo trimestre de 2016, serviços teve retração de 0,3%, na 10ª queda seguida.

A agropecuária, ficou estável (0,0%) no segundo trimestre, após uma trajetória de três trimestres seguidos de alta, chegando a crescer 11,5% no primeiro trimestre e impulsionando o PIB do período.

Consumo das famílias avança

Pela ótica da despesa, o destaque foi a expansão de 1,4% do consumo das famílias, que voltou a crescer após oito trimestres de retração e um de variação nula. Foi o primeiro avanço desde o primeiro trimestre de 2014, quando variou 1,6%.

Em seguida, foram oito trimestres de queda, até que no primeiro trimestre deste ano o consumo teve variação nula (0%). O IBGE revisou este dado, que havia sido negativo em 0,1% na divulgação anterior.

Já os gastos do governo recuaram 0,9%. Esta foi a maior queda desde o terceiro trimestre do ano passado e a quarta retração trimestral seguida.

A formação bruta de capital fixo (investimentos em bens de capital) recuou 0,7%, a quarta taxa negativa seguida no PIB. A última variação positiva do indicador foi no segundo trimestre de 2016, quando cresceu 0,4%.

No setor externo, as exportações de bens e serviços registraram variação positiva de 0,5%, a segunda taxa positiva seguida, mas menor que o crescimento de 5,2% no trimestre anterior.

Enquanto isso, as importações de bens e serviços caíram 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2017. As exportações de bens e serviços teve a segunda taxa positiva consecutiva.

Taxa de investimento

A taxa de investimento no país foi de 15,5%, a menor para o segundo trimestre da série histórica iniciada em 1996. Já a taxa da poupança, de 15,8%, é a maior desde o 2º trimestre de 2016.

Fonte: G1